
No caso de África,
o Islam penetrou na África Oriental no verdadeiro início do período Islâmico,
mas manteve-se confinado à costa por algum tempo; somente o Sudão e a Somália
se tornaram gradualmente tanto Arabizadas como Islamizadas.
A África
Ocidental sentiu a presença do Islam através dos mercadores do Norte de África
que viajavam com as suas caravanas de camelos para o sul do Saara. No século
XIV havia já sultanatos Muçulmanos em áreas tais como o Mali, e Timbuctu na
África Ocidental e Harare na África Oriental tornaram-se locais Islâmicos de
aprendizagem. Gradualmente o Islam penetrou tanto para o interior como para o
sul.
![]() |
Sultanatos Africanos.
A
África do Norte, do Egito ao Marrocos, esteve anexada a territórios islâmicos
desde os primeiros séculos do Islam. No resto do continente, as diferentes regiões
têm histórias próprias de desenvolvimento.
A
África Oriental foi, naturalmente, a primeira a ser influenciada pelo Islam,
graças à proximidade com a Arábia. Não só vastas regiões foram fortemente
islamizadas, como também se desenvolveram, ali, Estados muçulmanos de grande
importância.
A
África Ocidental conheceu o Islam um pouco mais tarde; assim mesmo, os esforços
dinâmicos de certos governantes muçulmanos, naquela região, esforços
condizentes com as culturas indígenas, converteram uma grande parte da população
à Fé.
|
|
Expansão do Islam na África em 1300 d.C
Através
dos séculos, encontramos diversos desses verdadeiros impérios muçulmanos. De
acordo com os cronistas árabes, foi a população amante do mar dessa região
que primeiro descobriu o caminho das Américas, especialmente, o Brasil
aventurando-se pelos oceanos.
Os
primeiros europeus que ali chegaram (às Américas), com Cristóvão Colombo e
seus sucessores, encontraram, já radicadas, populações negras. Apesar da
falta de documentos históricos, tudo indica que foram os muçulmanos da África
Negra e os berberes, que participaram da colonização da América, como sugere
o próprio nome Brasil, uma vez que Birdah é o nome de uma bem conhecida tribo
berbere, e o nome coletivo dos membros dessa tribo é exatamente Brasil.
A
ilha de Palma, no Atlântico, chamava-se, antes, Bene Hoare, tal e qual o nome
de outra tribo berbere, os Beni Huwara, o que reforça, ainda mais, essa suposição.
A relação da África Ocidental muçulmana com a América continuou até à
queda da Espanha Muçulmana e o início das viagens européias à América.
A
África também sucumbiu diante das potências européias, tais como a França,
a Inglaterra, a Alemanha, a Itália, Portugal e a Bélgica. Há vastas áreas do
continente que jamais conheceram o domínio islâmico e, no entanto, o Islam as
alcançou e penetrou, mesmo naqueles tempos de estreita vigilância e de toda
sorte de obstáculos, impostos pelos senhores ocidentais, que ali imperavam.
Também
apareceram figuras carismáticas que inspiraram intensa resistência contra a
dominação Européia. O processo de islamização da África não parou durante
o período colonial e continua mesmo atualmente tendo como resultado que a maior
parte dos Africanos sejam atualmente Muçulmanos, levando uma tradição que tem
tido praticamente uma longa história em certas áreas da África sub-Saariana,
como o próprio Islam.
![]() |
![]() |
| Mesquita em Burkina Faso | Mesquita em Guiné |
![]() |
![]() |
| Mesquita no Mali | Mesquita na Somália |
![]() |
|
| Mesquita no Quênia |
Mesquita na Nigéria |
Entre
os países que tinham um percentual elevado de população islâmica, o Sudão e
a Guiné são hoje totalmente independentes; a Nigéria e a Somália viriam a sê-lo
a partir da década de 1960. Outras regiões também marcham em direção a uma
autonomia crescente.