A Condição das Mulheres no Islam e no Cristianismo

Jesus (que a Paz esteja sobre ele); foi o último profeta a aparecer entre os israelitas. Ele introduziu reformas nos ensinamentos dos profetas israelitas anteriores, onde ele sentiu que tais reformas eram necessárias. Ele reinterpretou alguns dos preceitos religiosos de Moisés (que a Paz esteja sobre ele); para atualizá-los às necessidades da época dele; mas outros ele manteve tal e qual estavam.

O assim chamado Antigo Testamento da Bíblia advoga o massacre, condena a poligamia, aceita a escravidão e ordena queimarem-se as bruxas. Jesus, que havia vindo "não para destruir a lei e os profetas, mas para completá-la, parece não ter visto nada de errado com tais preceitos, ou, então, não teve tempo para remediá-los. Pois que ele nada disse ou fez para humanizar as leis mosaicas da guerra ou para abolir a escravidão ou mesmo para melhorar a condição das mulheres. Ele não disse uma palavra contra a poligamia. 

Paulo, que foi o verdadeiro fundador do Cristianismo, tal como é compreendido e aceito pelos cristãos, considerava a mulher uma sedutora. Ele lhe atribuía toda a culpa pela queda do homem e pela gênese do pecado na mulher. Eis o que lemos no Novo Testamento da Bíblia:

"Porque o homem não foi feito da mulher, mas a mulher do homem. E o homem não foi criado por causa da mulher mas sim a mulher por causa do homem. Por isso a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal do poder (o véu) poder por causa dos anjos." (I Corintios 11: 8 ao 10).

E eis o que alguns dos santos canonizados do Cristianismo tem dito sobre a mulher:

"A mulher é filha da falsidade, sentinela do inferno, a inimiga da paz; por causa dela Adão perdeu o Paraíso." (São João Damasceno).

"A mulher é o instrumento de que se utiliza o Diabo para ganhar as nossas almas." (São Cipriano).

"A mulher é a fonte do braço do Diabo, e sua voz é o chiado da serpente." (Santo Antônio).

"A mulher tem o veneno de uma áspide, a malícia de um dragão." (São Gregório o Grande).

O Sagrado Alcorão isenta a mulher da responsabilidade pela queda de Adão (que a Paz esteja sobre ele); e restabelece sua honra e dignidade. Ele eleva a condição da mulher para torná-la igual ao homem. Pela primeira vez na história, à mulher são dados os mesmos direitos que a qualquer homem, pelo Islam:

"Elas (as mulheres) têm direitos sobre eles, como eles os têm sobre elas." (Alcorão Sagrado 2:228).

O homem moderno reconhece que não pode existir uma liberdade e uma dignidade verdadeiras sem direitos econômicos. Mil e quatrocentos anos atrás, o Islam deu à mulher o direito de herdar bens e riquezas do seu pai e do seu marido e de adquirir, possuir e dispor de riquezas como bem lhe aprouvesse. Diz o Sagrado Alcorão:

"Aos homens corresponderá a sorte a que fizerem jus; assim também as mulheres terão sorte igual." (Alcorão Sagrado 4:32).

"Aos filhos varões corresponde uma legítima do que tenham deixado seus pais ou parentes. As mulheres também terão uma legitima do que tenham deixado seus pais eu parentes, quer seja exígua ou vasta,  uma quantia obrigatória." (Alcorão Sagrado 4:7).

No casamento, a mulher é considerada pelo Islam uma parceira igual e livre. O casamento no Islam é um contrato sagrado entre um homem e uma mulher e deve haver o consentimento expresso de ambas as partes antes de se poder celebrar o casamento. O Sagrado Alcorão descreve a mulher como sendo uma companheira para o seu marido - objeto de amor e fonte de paz e consolo para ele:  

E, entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie para que com elas convivais; e Vos vinculou pelo amor e pela piedade. Por certo que nisto há sinais para os sensatos." (Alcorão Sagrado 30:21).

Para imprimir de modo firme aos seus seguidores a posição exaltada e a santidade da condição feminina, o Profeta declarou:

"O Paraíso está aos pés da mãe."

Ele disse que; "as mulheres são as metades gêmeas dos homens" e que homens e mulheres vêm da mesma es- sência. O Islam não faz qualquer distinção entre eles no que respeita às suas capacidades e recompensas morais e espirituais:

"Os crentes e as crentes são protetores uns dos outros. Recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat e obedecem a Deus e a Seu Mensageiro. Deus se compadecerá deles, porque Deus é Poderoso, Prudentíssimo." (Alcorão Sagrado 9:71) 

"A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for crente, conceder-lhe-emos uma vida agradável e o premiaremos com uma recompensa superior ao que tiver feito." (Alcorão Sagrado 6:97).  

"Quanto aos muçulmanos e as muçulmanas, aos crentes e às crentes, aos consagrados e às consagradas, aos verazes e às verazes, aos perseverantes e às perseverantes, aos tementes e às tementes, aos caritativos e às caritativas, aos equadores e às jejuadoras, aos recatados e às recatadas, aos que recordam muito a Deus e às que O recordam, Deus lhes tem destinado a indulgência e uma magnífica recompensa." (Alcorão Sagrado 33:35)

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