A Economia No Islam

No campo econômico, o Islam considera ilícita e injusta toda e qualquer renda não proveniente do trabalho. Ele preserva a dignidade do trabalho. O Profeta disse:

"Ninguém come comida melhor do que aquele que come o produto do trabalho de suas próprias mãos." (Al Bukhari)

Na ordem social do Islam é mínima a oportunidade de exploração do homem pelo homem, sem a total abolição da propriedade privada ou do empreendimento, pela proibição do monopólio, do câmbio negro, do acumulo dos juros (riba), isto é, um retorno extra, fixo, por dinheiro emprestado para qualquer propósito. Diz o Alcorão:

"Os que praticam a usura só poderão saciar-se nela como aqueles que foi perturbada por Satanás; isso porque disseram que a usura é o mesmo que o comércio; no entanto, Deus consente o comércio e veda a usura." (Alcorão Sagrado 2:275).

Para reduzir a desigualdade e assegurar que todos possam dispor das necessidades básicas e tenham igual, oportunidade na vida, o Islam impõe um tributo sobre o capital dos ricos para beneficiar os pobres. Esse tributo, chamado Zakat, é diferente e além da caridade voluntária. Além disso, o Alcorão contém freqüentes e repetidas exortações ao povo para que compartilhem suas posses para o bem-estar de outros.

Ele diz que a profissão de fé e aç devoções religiosas de um homem que não esteja ativamente engajado em obras de misericórdia são vãos e inaceitáveis para Deus. E, finalmente, por uma criteriosa lei de heranças, o Islam faz impossível a concentração de riquezas em poucas mãos.

Ao mesmo tempo que não ignora a importância das atividades econômicas na vida humana, o Islam condena energicamente a tendência de avaliar as pessoas pela condição financeira e social delas. O símbolo do valor de um homem não é a sua riqueza mas sim a sua moralidade mais elevada e sua maior participação em obras misericordiosas.

A riqueza não é um fim, mas "um meio de sustentação" para o povo. A riqueza que um homem obtém não é exclusivamente dele. Ela é uma custódia que lhe foi confiada por Deus. Ele a adquiriu pelo uso de faculdades dadas a ele por Deus e com a ajuda e os meios proporcionados pela sociedade. Ele deve retribuir sua dívida para com a sociedade e gastar tanto quanto possível daquilo que ganhou, pela causa de Deus. Acima de tudo, ao perseguir a riqueza, um homem não deve perder de vista os valores mais altos da vida.



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