Esta é a atitude fundamental do Islam perante a vida. Esta concepção do Universo e do lugar que nele ocupa o homem determina o verdadeiro e supremo bem que deve ser o objeto, de todos os esforços da humanidade e que pode concentrar-se na denominação <<a procura da satisfação de Deus>>.
Esta é a norma segundo a qual um determinado comportamento é julgado e classificado como bom ou mau. Esta norma de avaliação fornece o núcleo em torno do qual deve gravitar todo o comportamento moral. O homem não é deixado como um navio sem amarras, à mercê dos ventos e das marés.
Esta
dispensa coloca um objetivo central perante a humanidade e estabelece valores e
normas para todas as ações morais. Ela fornece-nos um conjunto de valores estável
e impecável que fica inalterado em todas as circunstâncias. Além disso, como
a <<satisfação de Deus>> vem a ser o objetivo da vida humana,
coloca-se perante a humanidade o intuito supremo e mais nobre, e deste modo
abrem-se possibilidades ilimitadas para a evolução moral do individuo sem tal
evolução ser manchada, em nenhum momento, pelo egoísmo mesquinho ou
pelo racismo ou nacionalismo fanático.
Além de fornecer uma norma corrente, o Islam também prevê os meios para se determinar o comportamento bom ou mau. O Islam não baseia o nosso conhecimento do vício e da virtude apenas no intelecto, no desejo, na intuição ou na experiência que derivam dos órgãos sensitivos, que estão constantemente sujeitos às mudanças e às alterações sem fornecerem normas morais definidas, categóricas e inalteradas.
O Islam dá-nos uma fonte definida, a Revelação Divina, tal como a
encarnam o Livro de Deus e a Sunnah (modo de vida) do Profeta Muhammad
(que a Paz e Benção de deus estejam sobre ele).
Ele guia-nos em todas as f ases da vida. Estas regulamentações implicam a mais ampla aplicação -dos princípios morais nas atividades da nossa vida, e libertam-nos da dependência exclusiva de qualquer outra fonte de conhecimentos, exceto das que vêm dar apoio à fonte