A Finalidade do Estado Islâmico 

Damos, a seguir, uma síntese do tipo de Estado edificado com base no Tawhíd (unicidade de Deus), Rissala (missão profética de Muhammad) e Khilafa (o califado).

O Sagrado Alcorão afirma claramente que o objetivo e a finalidade deste Estado é estabelecer, manter e desenvolver aquelas virtudes que o Criador deste Universo deseja que adornem a vida humana, e prevenir e exterminar aqueles males cuja presença na vida humana é completamente detestada por Deus.

No Islam, o Estado não se destina apenas à administração política, nem a servir de meio para a realização da vontade coletiva dum determinado grupo de pessoas; antes, o Islam propõe ao Estado um ideal nobre, para a realização do qual ele terá que recorrer a todos os meios de que dispõe.

Esta finalidade é criar e desenvolver as qualidades de pureza, beleza, bondade, virtude, sucesso e prosperidade, que Deus quer que floresçam na vida do Seu povo, bem como prevenir e suprimir toda a espécie de exploração, injustiça, e desordem que, segundo Deus, arruinaram o mundo e prejudicam a vida das Suas criaturas.

Além de propor-nos este grande ideal, o Islam dá-nos ao mesmo tempo uma síntese eloqüente do seu sistema moral, definindo claramente as virtudes desejadas e os males indesejáveis. Tendo em vista tal síntese, o Estado Islâmico pode elaborar o seu programa do bem-estar, em qualquer altura e quaisquer circunstâncias.

O Islam exige com insistência que os princípios da moralidade sejam respeitados a todo o custo e em todas as esferas da vida. Dai que ele elabora o princípio inalterável de que o Estado tem que basear a sua política na justiça, na verdade e na honestidade.

Em nenhuma -circunstância poderá este Estado tolerar a fraude, a falsidade e a injustiça a favor de alguma ação política, administrativa ou nacional. Quer nas relações mútuas entre os que governam e os governados no âmbito do Estado, quer nas relações do Estado com outros Estados, a prioridade será sempre concedida à verdade, à honestidade e à justiça e não às considerações materiais.

As mesmas obrigações que se impõem ao indivíduo impõem-se ao Estado, nomeadamente: cumprir todos os contratos e todas as obrigações; julgar as ações com medidas e normas uniformes; lembrar os deveres e não só os direitos; e não esquecer os direitos dos outros quando esperar deles que cumpram as obrigações; fazer uso do poder e da autoridade para instaurar a justiça e não para perpetrar a injustiça; considerar o dever como uma obrigação sagrada e cumpri-lo escrupulosamente; e considerar o poder como um bem que Deus lhe confiou em custódia e recorrer a ele com a fé de que terá que dar conta de todas as ações a Deus, no Além.



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