A Vida e a Missão de Jesus

(que a Paz esteja sobre ele) 

Jesus (que a Paz esteja sobre ele); nasceu em cerca dos anos 7-5 a.C., em um lar modesto na Palestina. Muito pouco se sabe dos primeiros anos de sua vida. Tudo o que podemos dizer recorrendo às palavras de Lucas, é que ele:

"Cresceu em sabedoria e em estatura, e na graça de Deus e no respeito dos homens."

Quando estava entre os trinta e três e trinta e cinco anos de idade, surgiu na Palestina um profeta pregando "o batismo do arrependimento para a remissão do pecado". O nome desse Profeta era João o Batista (que a Paz esteja sobre ele), e Jesus (que a Paz esteja sobre ele), foi a ele e foi batizado por ele. Foi nesse momento que veio a revelação de que ele havia sido escolhido por Deus como o Messias dos judeus para reavivar a verdadeira religião e completar a longa linha dos profetas israelitas.  

A religião de Deus não era desconhecida aos filhos de Israel, mas ao tempo em que Jesus iniciou sua missão, o espírito da verdadeira religião havia sido sufocado pelo mundanismo dos saduceus e o formalismo e legalismo inócuo dos fariseus. Eles declararam, usando as palavras do Talmud que: "Aquele que pouco estima lavar as mãos perecerá da terra". E Jesus (que a Paz esteja sobre ele), os reprovou dizendo: 

"Vós esmerais em rejeitar os mandamentos de Deus, para poderdes manter as vossas próprias tradições."

 Eles tinham regulamentos absurdos sobre o Sabbath. Por exemplo: um homem podia percorrer dois mil cúbitos no Sabbath, mas não mais que isso, o vinagre, se engolido, poderia ser usado para aliviar a irritação da garganta, mas não podia ser gargarejado. No caso da morte ameaçar alguém, podia-se chamar um médico, mas já não se podia tratar no Sabbath de uma fratura.

Jesus (que a Paz esteja sobre ele),  pôs de lado impacientemente tais regulamentos artificiais e pormenorizados. Disse- lhes que o Sabbath era (um dia de descanso) para o homem e não o homem é que era para o Sabbath, e os admoestou.  

"Desditosos sois, escribas e fariseus, hipócritas; pois vos preocupais com minúcias sobre a hortelã e o anis e o cuminho, mas vos omitis sobre assuntos de maior peso como a lei, o juízo, a misericórdia e a fé ... Guias cegos que sois, pois esforçais em evitar um mosquito, porém engolem um camelo."  

A essência da religião dele era o amor a Deus e amor ao semelhante, que ele procurou instalar nos corações do seu povo por meio dos seus inspirados sermões e belas parábolas. 

Os saduceus e fariseus, ao invés de reconhecê-lo como o Messias sobre cuja vinda os profetas israelitas anteriores haviam anunciado boas novas, tornaram-se seus inimigos mortais e pressionaram o Procurador Romano a condena-lo à crucificação.

Este homem, que foi tratado como um malfeitor comum por seu povo cego, foi um dos personagens mais inspirados da história. Ele levou uma vida pura, nobre e devota. Ele demonstrou uma rara combinação de brandura e de coragem para cumprir a Vontade de Deus, e em lidar com os seus desencaminhados compatriotas.

Ele era a bondade, o desprendimento e a humildade personificadas; servindo aos seus amigos e orando pelos seus inimigos. Ele praticou muitas maravilhas, mas jamais se jactou delas, atribuindo-as sempre ao "dedo de Deus" e até admitindo que outros eram capazes de fazer o mesmo. Sua compaixão para com os pecadores e com os que sofriam era realmente admirável.



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