O Islam é a
primeira religião a melhorar a condição dos escravos e de preparar o caminho
para a total abolição da escravatura. Como primeiro passo, o Profeta Muhammad
(que a Paz e Benção de deus estejam sobre ele); tornou dever dos muçulmanos o
tratamento bondoso e fraternal dos escravos. Eles deveriam ser considerados como
membros da família:
"Vossos
escravos são vossos irmãos. Portanto, se algum de vós tiver um escravo, que
lhe dê o mesmo alimento de que se serve, e o vista da mesma roupa com que se
veste. E não lhe imponha trabalhos além de suas forças para realizar, e caso
alguma vez o faça, deverá ajudá-lo a realizá-lo."
(Al
Bukhari, Kitab al-Itak)
Os
seguintes são apenas dois dos inúmeros versículos do Sagrado Alcorão que
exortam os homens a emanciparem seus escravos:
"E
o que te fará entender o que é vencer as vicissitudes? É o libertar um
cativo, ou o alimentar, num dia de privação, ao parente órfão, ou ao
indigente necessitado. É, ademais, contar-se entre os crentes que recomendam
mutuamente à perseverança e se encomendam à misericórdia."
(Alcorão Sagrado 9:12
ao 17)
"A
virtude não consiste só em que orienteis vossos rostos até o levante ou o
poente. A verdadeira virtude é a de quem crê em Deus e no Dia do Juízo
Final... de quem distribui seus bens em caridade por amor a Deus, entre
parentes, órfãos, necessitados, viandantes, mendigos e em resgate de
escravos." (Alcorão
Sagrado 2:177).
Sendo
a instituição da escravatura contrária ao ensinamento islâmico de igualdade
e dignidade do homem, o Profeta proibiu adquirir-se novos cativos de modo
bastante enérgico:
"Deus
falou-me dizendo: Existem três classes de homens cujo adversário serei no Dia
do Juízo Final, Primeira, a do homem que estabelece uma aliança com alguém em
Meu nome e a rompe. Segunda, o homem que escraviza um homem livre o vende e
consome o seu preço. Terceira, a do homem que emprega um homem para trabalhar,
exige-lhe trabalho bem feito mas não lhe paga o salário merecido."
(Al
Bukhari, Kitab al-Bai)
E finalmente, há
o mandamento categórico de Deus de não somente conceder a liberdade aos
escravos mas também o de lhes dar uma parte da nossa riqueza para os
reabilitar:
"Quanto
àqueles dentre vossos escravos ou escravas que vos peçam a liberdade por
escrito, concedei-la, desde que os considereis dignos dela, e gratificai-os com
uma parte dos bens com que Deus vos agraciou."
(Alcorão Sagrado 24:33).
Por outro lado, Jesus (que a Paz esteja sobre ele); nem disse nem fez nada para emancipar os escravos ou pelo menos melhorar a condição.