

Ibn Al Baitar
Abu Muhammad Abdallah Ibn Ahmad Ibn al-Baitar Dhiya al-Din al-Malaqi foi um dos maiores cientistas da Espanha Muçulmana e foi o maior botânico e farmaceutico da idade de media.
Morou na cidade espanhola de Malaqa (Malaga) por volta do fim do século l2. Aprendeu botânica com Abu Al Abbas Al Nabati, um sábio da botânica, ele começou a estudar e colecionar plantas nativas da Espanha.
Em 1219, ele saiu da Espanha em uma expedição, e viajou ao longo do litoral norte da África e da Ásia Menor, com o propósito de catalogar novas plantas. Os modos exatos de sua viagem (se por terra ou mar) não são conhecidos, mas as regiões que ele visitou incluem Bugia, Qastantunia (Constantinopla), Tunis, Tripoli, Barqa e Adalia.
Em 1224, prestou o seus serviços a Al Kamil, o Governador Egípcio, e foi designado como herbalista chefe, em 1227, Al Kamil estendeu sua dominação a Damasco.
Ibn Al Baitar, o acompanhou o que lhe proporcionou uma oportunidade única de estudar e colecionar plantas da Síria. Suas pesquisas sobre as plantas se estendeu sobre uma área que incluiu a vasta Arábia e também a Palestina, morreu em Damasco em 1248.
A contribuição mais importante de Ibn Al Baitar foi, Kitab al-Jami fi al-Adwiya al-Mu frada, é uma das maiores compilações sobre botânica, que fala sobre plantas medicinais em Árabe. Gozou de muito prestígio entre os botânicos até o século l6. A enciclopédia abrange 1,400 itens diferentes, as plantas em grande parte medicinais e as verduras, cerca de aproximadamente 200 plantas não eram conhecidas naquela época e Ibn Al Baitar as catalogou em seu.
O livro refere ao trabalha de 150 autores principalmente Árabes, e também cita aproximadamente 20 cientistas Gregos, mais tarde o livro de Ibn Al Baitar foi traduzido para o Latim e publicado em 1758.
O segundo tratado monumental de foi, Kitab al-Mughni fi al-Adwiya al-Mu frada é uma enciclopédia de medicina, aonde as drogas são listadas de acordo com seu valor terapêutico.
Assim, seus 20 capítulos diferentes lidam com a importância das plantas no tratamento das doenças da cabeça, orelha, olho, etc.
Nas edições cirúrgicas ele freqüentemente citou o famoso cirurgião Muçulmano, Abul Qasim Zahravi. O além do Árabe, Ibn Al Baitar, deu nomes Grego e Latins as plantas, facilitando assim a transferência de conhecimento.
As contribuições do Ibn Al Baitar são caracterizadas por sua observação, análise e classificação, que tiveram uma influência profunda na botânica Oriental assim como na Ocidental e também na medicina.
Embora Kitab Al Jami, tenha sido traduziu e publicado mais tarde nas línguas ocidentais, como mencionado acima, os cientistas ocidentais muito antes de sua tradução e publicação já haviam estudado várias partes do livro e várias referências feitas sobre ele.