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Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso!

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Abu Musa Jabir Ibn Hayyan

Os historiadores divergem a origem de Jabir Ibn Hayyan, ele foi vítima da inveja e perseguição por parte de seus contemporâneos, principalmente depois de ganhar fama.

Devido a isso, ele viajava constantemente, de um lugar para outro, temendo por sua vida; no final de sua vida, ele voltou a cidade de Kufa no Iraque, sua cidade natal, aonde passou os seus últimos anos de vida.

Jabir Ibn Hayyan, era contemporâneo do Califa Abássida Harun Ar Rachid, nasceu em 721 e morreu em 815 da era cristã, era a época do auge da dinastia Abássida.

Ele é considerado, com toda a razão, o precursor da química moderna, atribuí-se a ele muitos livros e teses científicas, avaliadas, de acordo com Ibn An Nadim, em cento e seis livros.

As bibliotecas do mundo todo contam em seus acervos, com muitos deles; alguns historiadores afirmam que os cientistas muçulmanos se ocuparam com a química desde da época de Jabir Ibn Hayyan.

Os materiais na época de Jabir não eram vistos da forma que concebemos hoje em dia, eram classificados em três tipos:

1º- Material passível de ser fundido e moldado como o ouro, a prata e o cobre;

2º- Material fluído, como o gás e petróleo;

3º- Material intermediário entre os dois anteriores, como as pedras preciosas.

Jabir defendeu em seus livros a idéia de que a ciência nasce com a natureza inata do homem, ou seja que o homem nasce com a pré-disposição para aumentar os seus conhecimentos, os quais são adquiridos externamente, mediante a aprendizagem e a educação.

Jabir exigia que seus alunos tivessem disposição natural para a aprendizagem, os fatores externos aproveitariam está pré-disposição nata para aperfeiçoá-la e melhorá-la até transformar o aprendiz em sábio.

O resumo desta teoria, é que o sábio precisa da pré-disposição natural, com a qual Deus o criou e depois da aprendizagem e a realização de experiências; diz Jabir, em seus livros, sobre as conclusões tiradas de suas experiências:

''Saiba que nós só mencionamos em nossos livros o que experimentamos, e não tudo que ouvimos, ou o que nos foi dito e tivemos a oportunidade de estudar, o que era conforme a realidade adotamos, e o que era falso rejeitamos.''

Assim, Jabir fez da experiência científica uma condição para se chegar a verdade, colocando com isso, as bases da química moderna, que conhece o mundo como formado de elementos com propriedades diferentes, dos quais gases, os líquidos e os sólidos, a exemplo do oxigênio, do mercúrio e do ferro.

Escreveu em todos os ramos da ciência, além da química, a exemplo de seus contemporâneos, escreveu tratados de filosofia, astronomia, medicina e biologia, entre seus famosos livros, podemos citar:

Os tratados de Jabir na química, incluindo seu Kitab al-Kimya, e Kitab al-Sab'iin foram traduzidos para o latim na idade, a tradução de Kitab al-Kimya foi publicada pelo inglês Robert de Chester em 1144, sob o título " o livro da composição química ".

O segundo livro foi traduzido pelo famoso Gerard de Cremona (1187), Berthelot traduziu alguns de seus livros conhecidos pelos títulos; " livro do reino ", " livro dos contrapesos ", " livro do mercúrio", e é óbvio que não usou títulos corretos para os livros de Jabir.

O inglês Richard Russel traduziu e publicou em 1678, um livro de Jabir, sob o título ''a soma da perfeição. ".

Descreveu-o Jabir como o príncipe Árabe e filosofo mais famoso, estas traduções foram populares na Europa por diversos séculos e influenciaram a evolução da química moderna.

Diverso termos técnicos foram introduzidos por Jabir, tal como alcalóide, somente alguns de seus livros foram editados e publicados, enquanto muitos outros estão preservados em árabe, contribuiu também com outras ciências, tais como a medicina e a astronomia.  


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