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Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso!


INTRODUÇÃO

A abordagem muçulmana do tema Religião Comparada é bastante diferente do ponto de vista cristão. O cristão é educado na crença de que a sua é a única religião verdadeira, tendo o judaísmo sido uma preparação para o surgimento do cristianismo, e que todas as demais religiões são falsas.

Ele pensa que Deus o escolheu e destacou os filhos de Israel para o fim de Ele revelar (por meio deles) as Suas Mensagens e (dentre eles) enviar os Seus profetas. Desse modo, ele acredita somente nos profetas e mestres religiosos de Israel, vendo como impostores quaisquer outros pretendentes da condição de profetas.

Os missionários cristãos sempre empregaram seus esforços em provar que os fundadores de outras religiões são falsos e maus, tornando-lhes possível estabelecer a afirmação de exclusividade de Jesus (que a Paz esteja sobre ele). Basta-nos ler seus livros sobre o Profeta Muhammad(que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre ele); e sua religião para vermos como os preconceitos e prevenção deles tornaram-nos incapazes de vislumbrar a verdade de outros (que não a deles).

Eles não hesitaram nem mesmo em deturpar a tradução do Alcorão e espalhar afirmações equívocos sobre o Profeta Muhammad (que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre ele); de maneira a servir somente aos propósitos deles. Quando encontram alguma coisa em outra religião que se assemelha a algo contido também na deles, ao invés de se alegrarem com isso, sentem-se frustrados e tentam encontrar justificativas para alegar que estas (semelhanças) se devem à influência do cristianismo.

O muçulmano, por outro lado, acredita na origem divina de todas as grandes religiões do mundo. O Livro Sagrado do Islam declara que Deus enviou Profetas entre todas as nações para guiar o povo para a senda da verdade e da probidade. Sendo o Criador e Provedor de todos os mundos, Ele não pode ser parcial e escolher uma nação à exclusão das demais para revelar as Suas Mensagens. O muçulmano deve acreditar nos fundadores de todas as grandes religiões.

Ele pode condoer-se de ver como os judeus e os cristãos acabaram por negligenciar e alterar os verdadeiros ensinamentos de Moisés e de Jesus, mas ele não pode nunca se expressar contra os Profetas dessas religiões, porque ele foi orientado pelo Sagrado Alcorão a acreditar neles como verdadeiros e probos Profetas de Deus, tendo por eles o mesmo respeito e amor que ele tem pelo Profeta Muhammad (que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre ele).

É, portanto, com um sentimento de profundo amor e respeito tanto por Jesus quanto por Muhammad (que a Paz e Bênção de Deus estejam sobre eles); e pelas religiões que ambos pregaram, que empreendo um estudo comparativo do Islam e do Cristianismo. Se às vezes nos encontramos divergindo dos cristãos, não é a respeito da religião de Jesus (que a Paz esteja sobre ele), mas pela forma e características alteradas que esta tomou após a passagem de Jesus (que a Paz esteja sobre ele). Faço minha as palavras de Lord Headley:

 "O Islam e o Cristianismo, tal como ensinado pelo próprio Cristo, são religiões irmãs, separadas tão-somente por dogmas e tecnicalidades que poderiam muito bem ser dispensadas."(*)



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