Islam: Uma
Religião Universal
O Cristianismo de Jesus (que a Paz esteja sobre ele); não estava destinado a ser uma religião universal. Apesar de, no que diz respeito à mensagem fundamental e seus ensinamentos a religião de Jesus (que a Paz esteja sobre ele); não ter sido diferente do Islam, ela não continha urna orientação completa sobre todos os aspectos da vida humana e para todas as nações e tempos.
Ao longo dos incontáveis séculos da história humana, quando as diferentes raças da humanidade viviam num isolamento mais ou menos completo e não existiam meios rápidos de comunicação entre uma nação e outra, Deus enviava diferentes profetas aos diferentes povos. Jesus (que a Paz esteja sobre ele) foi um desses profetas nacionais.
Ele
foi o Messias dos israelitas. Eis o que o Dr. C. J. Cadoux, um autor a quem já
citamos por várias vezes, escreveu em relação a esse alcance limitado
(nacional) da missão de Jesus (que a Paz esteja sobre ele):
"A
condição do Messias da qual Jesus acreditou ter sido investido, mareou-o
nitidamente para um papel nacional;
e conseqüentemente, encontramo-lo restringindo suas pregações e curas e a
dos seus discípulos, ao território judeu, e até mostrando-se hesitante quando
certa feita foi solicitado a curar uma moça dos gentios. A evidente veneração
de Jesus por Jerusalém, pelo Templo e pelas Escrituras, indica,o papel especial
que ele atribuía a Israel no
seu modo de pensar; e diversas características dos seus ensinamentos ilustram
uma atitude parecida. Assim ao chamar aos seus ouvintes de "irmãos"
uns dos outros ( irmãos judeus) e comparando freqüentemente os costumes deles
com os "dos gentílicos", ao defender o seu ato de cura de uma mulher
no Sabbath com a alegação
de que ela era "uma filha de Abraão" e fazendo amizade com o coletor
de impostos Zaqueu "porque ele também é um filho de Abraão", e ao
fixar o número dos seus discípulos especiais em doze para corresponder ao número
de tribos de Israel, em tudo isso Jesus demonstra quão fortemente ele queria
imprimir uma marca judaica à sua missão." (27)
Tendo
cada nação sido guiada separadamente em direção à verdade pelos profetas
nacionais, a hora estava finalmente propícia no plano de Deus de fazer surgir o
Profeta Mundial e revelar a religião universal. E assim, quando o mundo estava
às vésperas de se tornar um só, Deus ergueu o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele)
para representar a mensagem essencial de todos os profetas, despida de tudo que
tinha sido temporário e de natureza limitada, e purgada todas as alterações
posteriores e falsas interpretações.
Ele
fundiu as tradições religiosas das diferentes nações em uma única fé e
cultura universal e uniu os povos de todas as nações e terras em uma única
irmandade mundial. Ele deu ao mundo um código completo de vida para toda a
humanidade.
Para
estabelecer a verdade da sua religião, o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele)
não recorreu a milagres, que podem conquistar uns poucos daqueles que os
testemunham, mas não convencem aos das gerações subseqüentes. O apelo de sua
religião é à razão e à consciência do homem.
Para
nos convencer da verdade ele chama a nossa atenção aos fenômenos da Natureza,
às lições da história e aos ensinamentos e experiências dos profetas de várias
nações. Não há nada no Islam que seja de interesse ou benefício exclusivo
para algum povo de determinada região ou época. O Sagrado Alcorão não
prescreve nada que não seja uniformemente inspirador, edificante e praticável
para os povos de todas as nações o épocas. Os ensinamentos religiosos e
morais do Islam são de uma natureza universal.
Ao
considerar a proposição de que o Islam e não o Cristianismo seja a religião
universal, o leitor deverá ter em mente os seguintes fatos:
1.
A missão de Jesus (que a Paz esteja sobre ele); era somente para os filhos de
Israel enquanto que o Profeta Muhammad (que a Paz e a Bênção de Deus estejam
sobre ele); veio com uma mensagem para todas as nações da terra. Jesus (que a
Paz esteja sobre ele); declarou claramente:
"Eu
não foi enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel."
(Mateus 15:24).
Ele
escolheu doze discípulos especiais para corresponder ao número das tribos de
Israel e lhes disse claramente:
"Não
vades (agora) para entre os gentios, nem entreis nas cidades dos samaritanos,
mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel."
(Mateus 10:5e 6)
Por
outro lado, o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele);
desde o início do seu ministério, dirigiu-se a toda a humanidade. Foi-lhe
revelado:
"Não
te enviamos senão como misericórdia para a humanidade."
(Alcorão Sagrado 21:107).
"Dize:
ó humanos sou o Mensageiro de Deus para todos vós; Seu é o reino dos céus e
da terra. Não há mais
divindade
além d'Ele." (Alcorão
Sagrado 7:158).
2. O Cristianismo acredita que os israelitas são um povo eleito. Deus teria enviado Suas revelações e Seus profetas somente a eles. Os cristãos reconhecem somente aos profetas de Israel. A todos os outros eles olham como a impostores. Mas o Islam diz que seria uma negação da providência universal de Deus afirmar que os profetas só provinham de uma nação.
De
acordo com o Sagrado Alcorão, Deus é o Senhor e estima a todos os mundos. Ele
não discriminou entre as nações para enviar as Suas revelações. Ele fez
surgir profetas entre todas as nações do planeta. A mesma religião foi
revelada a todos os profetas. Diz o Sagrado Alcorão:
‘’...
não houve povo algum que não tivesse tido um admoestador."
(Alcorão Sagrado 35:24).
"Cada
povo teve seu Mensageiro".
(Alcorão Sagrado 10:47)
"Antes
de ti havíamos enviado mensageiros; a história de alguns deles te temos
relatado e há aqueles dos quais nada te relatamos."
(Alcorão Sagrado 40:78).
"A
princípio os povos constituíam uma só nação. Então, Deus enviou os
projetas como alvissareiros e admoestadores e enviou por eles o Livro com a
verdade, para dirimir as divergências entre os homens."
(Alcorão Sagrado 2:213).
O
Profeta Muhammad havia vindo para
completar, não para destruir, o trabalho dos profetas anteriores. Ele disse aos
seus seguidores para acreditarem nos profetas de todas as nações:
"Dizei.
Cremos em Deus, no que nos tem sido revelado, no que foi revelado a Abraão, a
Ismael, a Isaac, a Jacó, e às (doze) tribos, naquilo que foi concedido a Moisés
e a Jesus, no que foi dado aos projetas por seu Senhor; não fazemos distinção
alguma entre eles, porque somos para Ele, muçulmanos."
(Alcorão Sagrado 2:136)
O
Islam é a consumação de todas as religiões. Ao aceitar os profetas e
escrituras de todas as nações, o Islam afirma a Unidade da providência
universal de Deus e da universalidade da experiência religiosa, e também
procura reunir todas as raças e credos numa única e abrangente fé e
irmandade.
3.
O Islam, e não o Cristianismo, proporciona uma orientação completa em todos
os aspectos e situações da vida, individual como também social, nacional
assim como internacional. O próprio Jesus (que a Paz esteja sobre ele) admitiu
que ele não havia vindo com o fim de trazer uma última ou mesmo completa
mensagem divina para a humanidade, porque os tempos não eram propícios para
isso:
"Tenho
ainda muitas coisas a dizer-vos, mas vós não as podeis compreender agora.
Quando vier, porém, aquele Espírito da Verdade, ele vos ensinará toda a
verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido, e
anunciar-vos-d coisas que estão para vir."
(João 16: 12,13)
Cinco
séculos depois dele, o Espírito da verdade apareceu na pessoa do Profeta
Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele);
para transmitir toda a verdade à humanidade. Deus revelou-lhe:
"Hoje completei a vossa religião para vós e vós agraciei generosamente, e aponto o Islam por religião." (Alcorão Sagrado 5:3).
O
Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele);
é, assim, o derradeiro Profeta, e a Mensagem que ele trouxe de Deus é a
mensagem final e completa. Comparemos certos aspectos das religiões de Jesus
(que a Paz esteja sobre ele) e de Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus estejam sobre ele);
para ver porque consideramos o Islam e não o Cristianismo como a mensagem
completa.