Motivações e Incentivos

Esta concepção do Islam sobre o homem e o seu lugar no Universo fornece também aquelas forças motivadoras que podem induzir uma pessoa a agir conforme a lei moral. O fato de o homem aceitar livre e voluntariamente Deus como o seu próprio Criador, a obediência a Deus como o seu modo de vida, e esforçar-se em todas as suas ações para obter a graça de Deus, contém bastantes incentivos que o tornam capaz de obedecer aos mandamentos que crê serem de Deus.

Além disso, a crença no Dia do Juízo Final e a crença de que quem obedecer aos mandamentos Divinos fará com certeza unia boa vida no Além, quer dizer que gozará da vida eterna, contém um forte incentivo para uma vida virtuosa, apesar das dificuldades e dos obstáculos que possam surgir nesta fase transitória da vida.

Por outro lado, a crença de que quem violar os mandamentos de Deus neste mundo será sujeito ao castigo eterno, embora nesta sua estadia temporária tenha vivido uma vida boa na aparência, impede efetivamente que a lei moral seja violada.

Se esta esperança e este medo estão, firmemente, implantadas e enraizadas no coração, eles garantirão uma grande força de motivação inspiradora de ações virtuosas, mesmo em ocasiões em que as conseqüências terrenas poderão parecer daninhas e prejudiciais, e capazes de afastar o mal mesmo nas ocasiões em que parece muito atrativo e proveitoso.

Isso mostra claramente que o Islam possui um critério distintivo entre o bem e o mal, uma fonte própria da lei moral, e sanções e incentivos próprios; através deles, impõe as virtudes morais notórias e geralmente reconhecidas em todos os domínios da vida, depois de as ter enquadrado num esquema equilibrado e amplo.

Por isso, pode-se afirmar com razão que o Islam possui o seu próprio sistema moral, com vários traços distintivos, de que vamos mencionar os três mais importantes que, na nossa opinião, podem ser considerados como a contribuição especial, do Islam à ética.



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