O
Profeta do Islam levava uma vida que só pode ser descrita como piedosa. Ele era
o modelo por excelência para os homens nas diversas situações e condições
da vida, como diz o próprio Alcorão:
"Realmente
tendes no Mensageiro de Deus um excelente exemplo para aqueles que esperam
contemplar a Deus, deparar com o Dia do Juízo Final, mencionando Deus freqüentemente."
(Alcorão Sagrado 33:21).
"Ó
Projeta, em verdade, enviamos-te como testemunha, alvissareiro e admoestador! E,
como convocador (dos humanos) a Deus, com sua anuência, e como uma lâmpada
luminosa." (Alcorão
Sagrado 33:45 e 46).
Ele
correspondeu aos mais altos ideais do Sagrado Alcorão e exemplificou em sua
vida todas as virtudes mencionadas no Livro de Deus. Quando perguntaram a sua
esposa 'Aicha a respeito da moralidade dele, a resposta dela foi:
"Sua
moralidade é o Alcorão."
Por
isso, quando lhe era pedido explicar algumas injunções éticas do Alcorão,
ela o fazia ilustrando-as com exemplos da vida e do comportamento do Profeta.
Dizer que ele era sem pecado seria descrever o negativo de um homem de Deus que
havia conquistado todas as tentações e paixões e vivia exclusivamente para
Deus e em total concordância com a Vontade d'Ele.
"Dize:
Minhas orações, minhas devoções, minha vida e minha morte pertencem a Deus,
Senhor do Universo." (Alcorão
Sagrado 6:162)
Ele era, como o Alcorão o descreve, a "misericórdia para toda a humanidade". Sua compaixão se estendia tanto aos amigos como aos inimigos. "Amais o vosso Criador? Amei vossos semelhantes primeiro", era seu conselho aos seus seguidores. Ele vivia extremamente preocupado com o estado de depravação e corrupção dos povos em volta do seu.
Entristecia-lhe
demais o coração quando, como chefe do estado, tivesse ele que mandar executar
a punição de alguém a bem da justiça ou pela segurança da jovem república.
Mas por ele mesmo ele jamais levantava um dedo sequer para ninguém. Quando
num momento crítico alguém pediu-lhe para amaldiçoar seus inimigos e
perseguidores, ele respondeu:
"Eu não
foi enviado para amaldiçoar e sim como misericórdia para a humanidade. Ó
Senhor, guia meu povo pois eles ainda não entendem."
Para
dar somente um exemplo entre muitos, ao conquistar Makkah, ele perdoou a todos
os seus inimigos que não haviam poupado esforços para aniquilá-lo, à sua
religião e aos seus seguidores, e eram culpados de assassinatos e perseguição.
Ele lhes disse: "Neste dia não há mais nada reprovável contra vós."
Eis
um exemplo prático da máxima; "Amai os vossos inimigos." Ele havia
vindo redimir e reformar a humanidade decaída, e conquistou os corações dos
elementos anti-sociais do seu tempo pelo amor e pela bondade. Sua caridade e
prontidão em ajudar as pessoas de todas as maneiras possíveis foram
proverbiais. Ele era o maior amigo dos pobres e dos oprimidos.
Toda
a sua vida ele se empenhou por levar a humanidade ao Deus único, para torná-la
devotada, e a redimi-la do erro, livrá-la das superstições e dos pecados, mas
ao convidar os homens ao caminho da verdade, ele cumpria fielmente a injunção
alcorânica de que:
"Não
há imposição quanto a religião." (Alcorão
Sagrado 2:256).
Ele
havia se imbuído de qualidades divinas e fizera com que seus semelhantes dessem
o principal e maior passo em direção ao divino. Mas ele próprio permanecia
humilde e modesto, sempre consciente da sua insignificância diante de Deus, e
do mais alto grau de perfeição moral e espiritual que havia alcançado, ele
afirmava ao povo:
"Sou tão-somente um mortal como vós." (Alcorão Sagrado 41:6).