
O
Império Seljúcida
Embora
alguns generais turcos já tivessem alcançado um poder considerável na Mesopotâmia
e no Egito, durante os séculos X e XI, a chegada dos seljúcidas
assinalou a penetração em grande escala dos turcos no Oriente Médio.
Descendendo
de uma tribo de nome Seljuk,
cujas terras ficavam além do rio Oxus, próximo ao mar Aral, os seljúcidas
desenvolveram um exército poderoso, e através dos contatos mais estreitos com
a vida da corte persa, no Corassan e na Transoxiana, conseguiram atrair, também,
uma equipe de administradores capazes.
Estendendo-se
desde a Ásia Central até a Ásia Menor, os governos de seus três primeiros
sultões; Tughril Beg, Alp-Arslan e Malik-Shah, fundaram um estado sunita bem
administrado, sob a autoridade nominal dos califas abássidas de Bagdá.
O império
Seljúcida dividiu-se, com a morte de Malik-Shah em 1902, entre seus filhos e
irmãos. Os governadores locais tornaram-se independentes e fundaram dinastias
locais (Síria, Mesopotâmia, Armênia e Pérsia), e em unidades menores
conduzidas por chefes tribais, nenhum dos quais com capacidade para unificar o
mundo muçulmano, até porque uma outra força surgia no Oriente Médio: os
Cruzados.
Um dos
administradores, o persa Nizam-al-Mulk, tornou-se um dos maiores estadistas do
Islam medieval. Por vinte anos, principalmente durante o governo do sultão
Malik-Shah, ele foi o verdadeiro protetor do estado Seljúcida.
Além
do mais, possuindo habilidades administrativas, ele era um ilustre estilista,
cujo livro sobre a arte de governar, Siyasat-Namah, é uma fonte valiosa sobre o
pensamento político de seu tempo.
Nizam-al-Mulk,
era um muçulmano ortodoxo devoto, que estabeleceu um sistema de madrassas
(chamadas de nizamiyah), ou seminários teológicos, para propiciar aos
estudantes uma educação gratuita sobre as ciências religiosas do Islam, e
sobre os mais avançados pensamentos científico e filosófico da época.
O
famoso teólogo muçulmano Al Ghazali, cuja maior obra, "O Renascimento
das Ciências da Religião", foi um triunfo do ensino da
teologia sunita da época nas escolas nizamiyah de Bagdá e Nishapur.
Nizam al-Mulk foi o patrono do poeta e astrônomo Omar al-Khayyam, cujos versos,
traduzidos para o inglês, ficaram famosos.
No período
entre 1038 d.C e 1077 d.C, os turcos seljúcidas saíram de suas remotas terras
ao norte dos mares Cáspio e Aral para o coração do mundo islâmico, criando
um vasto império que se rivalizaria com o dos omíadas e o dos abássidas.
A
linha principal dos Grandes Seljúcidas terminou em 1157 d.C, mas seu ramo na
Turquia, os Seljúcidas do Rum, continuou ativo por mais um século e meio. Uma
parte desse grupo, conhecida com os Seljúcidas de Arzarum, no início de 1200
d.C, teve, durante duas décadas, uma linhagem separada de governantes, numa
pequena região da Turquia oriental.
Os
Seljúcidas do Rum tiveram o controle nominal da Anatólia até 1307 d. C., mas
sua influência já vinha se enfraquecendo desde 1243 d.C, quando foram
derrotados pelos mongóis e por uma invasão dos mamelucos, em 1276 d.C.,
levando a uma segunda incursão mongol.
Isto
os deixou subjugados aos mongóis da Pérsia até a sua extinção, em
1307d.C. Quando chegaram ao fim, a Anatólia estava fragmentada em
um grupo de diversos estados pequenos, conhecidos com "beyliks".
Os
seljúcidas atabegs eram numerosos, mas um se sobressai, historicamente, sobre
os outros, os zangidas,
que tiveram um papel de destaque na contra-ofensiva muçulmana aos cruzados, em
meados do ano 1100 d.C.
Nesse
processo, criaram um grande estado que ia do norte do Iraque e Síria até ao
Egito. Os outros atabegs, incluíam os salduqidas de Arzarum, os
begteginidas de Irbil, os begtimuridas da Armênia, os ildegizidas do Azerbaijão,
os reis de Ahar, vassalos dos governantes do Azerbaijão, os inalidas de
Diyarbakr, na Turquia oriental e os nisanidas, vassalos do inalidas.
O Egito dos fatimidas foi conquistado em 1169, durante uma expedição zangida, chefiada pelo irmão de um curdo, de nome Ayyub. Logo depois da vitória ele morreu, mas seu filho, conhecido no ocidente como Saladino criou um estado aiúbida no Egito. Ele permaneceu vassalo dos zangidas até a morte de seu patrocinador, Nur al Din, mas em seguida ele de imediato ocupou o território zangida.
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Império Seljúcida em 1100 d.C