
O Islam é a única religião adequada para controlar os comportamentos e atividades do homem. As causas de sua adequabilidade são muitas, entre as quais podemos destacar:
Primeira: A religião islâmica é indicada por Deus. Sem dúvida, quem originou a criação é Deus. Ele não a criou em vão, mas por uma justa finalidade. Diz Deus:
"Não criamos os céus e a terra e quanto existe entre ambos por mero passatempo. E se quiséssemos diversão, tê-la-íamos encontrado entre as coisas próximas de Nós, se Nós fizéssemos tal coisa" (Alcorão Sagrado, 21ª Surata, versículos 16-17).
E disse:
"E não criamos os céus e a terra e tudo quanto existe entre ambos, senão com justa finalidade. E sabei que a Hora é infalível; mas tu (ó Mensageiro) perdoa-os generosamente. Atenta para o fato de que teu Senhor é o Criador, Sapientíssimo" (Alcorão Sagrado, 15ª Surata, versículos 85-86).
Como Deus originou a criação com justa finalidade, Ele é o único que pode determinar as leis que conduzem os homens à senda do bem e da retidão. Ele os conhece bem e só Ele sabe o que é melhor para eles. Disse Deus:
"Como não haveria de conhecê-los o Criador, sendo que Ele é o Onisciente, o Sutilíssimo?" (Alcorão Sagrado, 67ª Surata, versículo 14).
E como o Islam provém de Deus, ele é o único adequado para o controle dos comportamentos e atividades do homem.
Segunda: A religião educa o indivíduo a temer o seu Criador. A religião se distingue dos costumes e das tradições e do código pelo fato de educar o homem a temer a Deus, oculta ou manifestamente, pública ou privativamente.
Se o homem for dominado pelos seus vícios e cometer um erro, ele não descansa até purificar-se, porque tem a convicção de que será castigado pelo que cometeu; se não for nesta vida, será na outra.
Terceira: A estabilidade das leis religiosas desacreditam a reverência e a santificação. O que distingue ainda mais a religião é a perenidade e a estabilidade de suas leis, porque o Legislador é Deus e Ele está inteirado do que é benéfico para Seus servos.
Quando Deus determina uma lei, além da minuciosidade, da abrangência e da justiça, ela está ao mesmo tempo desprovida de falhas que determinam a sua mudança ou reforma. Quando as leis são estáveis, obrigam a seus seguidores a respeitá-Ias e nunca transgredi-Ias ou reformá-las, porque tal atitude néon é do interesse do objetivo a que foram destinadas a alcançar, como é inconcebível que alguém reforme o ato de seu Criador.
Quarta: A religião, com suas leis, abrange a acepção transcendente do homem. É indubitável que o Islam não se preocupa apenas com o lado espiritual do homem; preocupa-se também com o lado material, para que o homem seja merecedor da herança de Deus na terra.
Por isso, o Islam se preocupa com a educação; com o trabalho; com a moral; com o relacionamento entre o governante e o governado, entre a compra e a venda; o seu relacionamento com o seu Criador através dos rituais, o poder e a estabilidade na terra.
Quinta: A justiça das leis religiosas. Como a religião provém de Deus, Ele não encarregou o homem de fazer o que está acima de suas posses. Diz Deus:
"Deus não impõe a nenhum ser uma carga superior às suas forças." (Alcorão Sagrado, 2ª Surata, versículo 286).
O pagamento do tributo, por exemplo, uma das bases do Islam, não foi exigido do pobre, por não ter posses de fazê-lo. Ele destinou uma parte deste tributo aos pobres. Da prática da oração, o primeiro requisito do Islã, Deus isentou a mulher menstruada de praticá-la, bem como durante o período da dieta.
Se o homem estiver enfermo, ou em viagem, durante o mês de Ramadan (mês de jejum islâmico), ele tem o direito de não jejuar ao longo do período de sua enfermidade ou viagem, tendo de repô-lo após a sua convalescência ou término de viagem.
Ao mesmo tempo, o castigo do ladrão, com a decepação da mão, não se aplica àquele que rouba para comer.
Desta maneira, vemos a justiça religiosa patente e visível em tudo. Deus diz:
"E não vos impôs restrição alguma na religião." (Alcorão Sagrado, 22ª Surata, versículo 78).
Sexta: A igualdade. A distinção da religião é a igualdade entre os humanos. Não há distinção entre o rico e o pobre, entre o nobre o plebeu, entre o governante e o governado; todos são iguais ha sua natureza.Diz Deus:
"Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos homens e mulheres e vos dividimos em povos e tribos para que vos reconhecêsseis uns aos outros. Sabei que o mais honrado dentre vós, ante Deus, é o mais temente. Sabei que Deus é Sapientíssimo e está bem inteirado" (Alcorão Sagrado, 49ª Surata, versículo 13).
Diz o Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus etejam sobre
ele):
"Todos vós procedeis de Adão, e Adão foi feito da terra." Os homens são iguais na morte e na ressurreição: Diz Deus: "Dela vos criamos, a ela vos retomaremos e dela vos faremos surgir outra vez" (Alcorão Sagrado, 20ª Surata, versículo 55).
Todos os homens são iguais na sua devoção. Diz Deus:
"Sabei que tudo quanto existe nos céus e na terra comparecerá, como servo, ante o Clemente. Ele já os destacou e os enumerou com exatidão. Cada um deles comparecerá, solitário, ante Deus, no Dia da Ressurreição" (Alcorão Sagrado, 19ª Surata, versículos 93-95).
E se todos são iguais na sua devoção, então todos serão iguais na apresentação perante Deus no Julgamento. Diz Deus:
"Ó humanos, se Ele quisesse, far-vos-ia desaparecer e vos substituiria por outros seres, porque tem bastante poder para isso. Quem ansiar a recompensa terrena saiba que Deus possui tanto a recompensa deste mundo como do outro, pois é Oniouvinte, Onividente" (Alcorão Sagrado, 4ª Surata, versículos 133-134).
E diz:
"Porém, quando for soada a trombeta, nesse dia não haverá mais parentesco entre eles, nem perguntarão um pelo outro. Quanto àqueles, cujas ações pesarem mais, serão os bem-aventurados. Em troca, aqueles cujas ações forem leves, serão desventurados e permanecerão eternamente no inferno" (Alcorão Sagrado, 23ª Surata, versículos 101-103).
O Profeta Muhammad
(que a Paz e a Bênção de Deus etejam sobre
ele), costumava dizer para sua filha, Fátima:
"Ó Fátima, realiza, porque em nada poderei te proteger de Deus."
Com tudo isso, concluímos que unicamente a religião é adequada para controlar os comportamentos e as atividades dos homens.
Após essa explanação, podemos afirmar que a religião é necessária para o homem nesta vida, para que possa viver em segurança, plenitude e paz.