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Em Nome de Deus, O Clemente, O Misericordioso!


 
 
O Pensamento Prudente é o Caminho Que Ilumina o Homem
 
Perguntou o homem a si próprio quem o criou?
Pensou ele em quem o criou, ou ele é auto-criador?
Se for impossível ao homem auto-criar-se, porque é inconcebível que seja criador e criado ao mesmo tempo, quem então o criou e o aperfeiçoou?
Perguntou o homem a si próprio por que foi criado?
Qual é a sua verdadeira missão nesta vida?
Foi ele criado para apenas se alimentar e desfrutar dos prazeres desta vida, ou a alimentação e o prazer são meios que o conservam até um término prefixado, e sua missão é mais importante do que isto?
Seria a missão do homem educar seus filhos, dar-lhes instrução e garantir-lhes o futuro, acumulando a maior quantidade de riquezas materiais?
Seria este o seu dever e parte de sua missão?
Se a sua missão for mais ampla do que isso, qual seria?
Pensou o homem no encerramento de seu papel nesta vida?
Ou os prazeres da vida constituem urna barreira entre ele o pensamento a respeito de seu fim?
Se a morte é uma verdade imutável, reconhecida por todos, quer sejam crentes ou descrentes, perguntou, acaso, o homem a si próprio qual seria o seu destino após a morte?
Haveria outra vida além desta?
Ou a vida do homem se encerra após a morte?
Teria o homem sido criado, em vão?
Se não for esse o caso, qual é a sua posição quanto a outra vida?
Haveria na outra vida prestação de contas?
Qual seria o destino do homem quanto a isto?
Seria a religião necessária ao homem nesta vida?
Se for necessária qual e a verdadeira religião?

Além dessas perguntas, há muitas outras que coexistem com o homem durante o transcorrer de sua vida e que indubitavelmente deverá o homem nelas pensar, pois o pensamento circunspeto, correto e isento de paixões, ambientes e imitações conduzirá o homem à verdade.

O homem, apesar de ser um animal, tem a faculdade da fala; e a fala correta e sã é sinal de sabedoria que, por sua vez, nada mais é do que uma conseqüência do pensamento. Assim sendo, o raciocínio é indispensável para que o homem possa conservar sua hombridade.  Malgrado o homem seja criado de barro ou de sutil sêmen, seu espírito provém de Deus. Deus diz:

"Que aperfeiçoou tudo que criou e iniciou a criação do primeiro homem de barro; então, formou-lhe a prole de essência; depois o modelou; então, alentou-o de Seu Espírito. Dotou-vos da audição, da visão e do coração. Quão pouco Lhe agradeceis!" (Alcorão Sagrado, 32ª Surata, versículos 7-9).

Com esta dádiva divina, o homem consegue alcançar as alturas ou as profundezas, se o pensamento for estagnado ou desviado para o abismo e a perdição.

O homem, pois, não é um corpo sólido, vegetal ou animal irracional; é uma criatura responsável, por ter sido o único a aceitar o Encargo. Disse Deus:

"Por certo que apresentamos o encargo aos céus, à terra e às montanhas, que se recusaram e temeram recebê-la; porém, o homem se encarregou disso, mas provou ser um tirano e um insipiente" (Alcorão Sagrado, 33ª Surata, versículo 72).

Tendo em vista o peso e a magnitude deste Encargo, o homem deve pensar prolongadamente em si mesmo e naquilo que o cerca, nos céus e na magnitude de sua criação, naquele que deu origem ao movimento dos planetas e astros, naquele que fez do sol uma lâmpada e da lua uma reflexão da luz, na terra constituída de mares, rios, plantas e frutos, nas montanhas, nas colinas e nos vales, na noite e no dia, no vento que sopra e no frio que congela, na brisa suave, enfim em tudo que seja alvo de nossa visão e audição, de nosso olfato ou tato e sabor.

Se o pensamento circunspeto, correto, organizado e isento de fanatismo, paixões, ambientes e tradições constitui, sem dúvida, o caminho correto para se conhecer a verdade sobre aquilo que indagamos, que é o início da iluminação do homem nesta vida, o homem não pode negar nada a si nem à vida real que deve viver com o mínimo de raciocínio. Disse Deus:

"Dize: Poderão equiparar-se o cego e o que vê? Não meditais?" (Alcorão Sagrado, 6ª Surata, versículo 50).

Não ternos a pretensão de impor a qualquer pessoa um certo raciocínio ou um dogma correto de que ele necessita, mas queremos com isto fazer o homem pensar um pouco, seja individualmente ou em companhia de outro. Disse Deus:

"Dize-lhes: Exorto-vos a uma só coisa: que vos consagreis a Deus, em pares ou individualmente, isso para que não penseis que vosso companheiro é um energúmeno. Ele não é senão vosso admoestador, que vos adverte face a um terrível castigo" (Alcorão Sagrado, 34ª Surata, versículo 46).

 O que nos fez incentivar o homem a pensar em tudo aquilo que apresentamos é a fraternidade, pois nada queremos de ninguém além de convocarmos as pessoas a se julgarem, após raciocinarem em si e que cada um escolha o caminho a seguir.



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