2)-
O Islam desconhece o falso sentido da originalidade e inovação, e por isso não
cria virtudes morais novas nem tenta minimizar a importância das normas morais
bem conhecidas, nem conceder uma importância exagerada a algumas delas,
negligenciando as outras sem razão. Ele retoma todas as virtudes morais do
conhecimento comum e, com um sentido do equilíbrio e das proporções, atribui
a cada uma delas o lugar e a função convenientes dentro do esquema de vida
global. O Islam amplia o âmbito da aplicação das mesmas, estendendo-as a
todos os aspectos da vida individual e coletiva das pessoas - relações domésticas,
comportamento cívico, atividades nas esferas políticas, econômica, judicial,
educacional, e social. Elas aplicam-se a toda a vida do indivíduo; da casa à
sociedade, da mesa até ao campo de batalha e às conferências de paz,
literalmente do berço até à sepultura. Para
resumir, nenhum campo da vida é isento da aplicação universal e integral dos
princípios morais do Islam. No Islam, é a moralidade que
reina, e por isso todos os atos da vida, em vez de serem dominados pelos desejos
egoístas e pelos interesses mesquinhos, deverão guiar-se pelas normas da
moralidade.
3)- O Islam prevê para o homem um sistema de vida assente em todo o bem e livre de quaisquer males. Ele incita, os homens não apenas a praticarem a virtude, mas também a imporem-na e a exterminarem o vicio, a recomendarem o bem e proibirem o mal. A sua intenção é que o veredicto da consciência predomine e que a virtude não seja subordinada ao mal. Aqueles que respondem a este apelo reunem-se numa comunidade (Ummah) e tomam, o nome de muçulmanos. O único objetivo que é o alicerce da formação desta comunidade (Ummah) é o seu esforço organizado para estabelecer e impor o bem, e suprimir e eliminar o mal. Será um dia de luto para tal comunidade e um dia infeliz para o mundo inteiro se os esforços desta mesma comunidade se propuserem alguma vez instaurar o mal e exterminar o bem.